terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

 

A ignorância geral de TODA a imprensa brasileira sobre o resto do mundo.

O Brasil excetuando em épocas que jornalistas com um pouco mais de informação do que a obtida pela leitura dos jornais de outros países iam para o exterior por motivos vários possuíamos alguns correspondentes internacionais que orbitando em círculos de influência obtinham algumas informações de interesse para o nosso país, hoje em dia não temos nada mais do que eleitores de jornais morando no exterior.

Havia também os farsantes, como no Rio Grande do Sul, que cobriu em direto como correspondente de guerra não saindo do quarto de seu hotel, entretanto tivemos alguns outros que iam as regiões de conflito para fazer alguma cobertura.

Com a falência das grandes redações e com o uso intensivo da Internet todo mundo virou especialista em dadas regiões do mundo sem ter posto o pé nessas regiões por mais de algumas semanas. Ainda pior do que isso são os especialistas da academia, são pessoas que escrevem vários livros de distantes países sem falar uma palavra do idioma local. Não vamos pedir que um especialista sobre a África saiba idiomas locais, pois os africanos são bem mais cultos que os brasileiros e em praticamente em todos os países teremos interlocutores bem informados que falam inglês, francês ou espanhol, porém quem vai para a Ásia, por exemplo, e que não fale alguns idiomas mais importantes, como chinês, árabe, russo, coreano, japonês, ou uma língua túrquica (são 230 milhões de falantes como língua materna) não deveria ser tido como um correspondente de uma determinada região.

Além do conhecimento da língua alguém para ser um bom correspondente deve conhecer um pouco da história da região e algo sob os costumes locais. Não é preciso que se tenha um brasileiro que fale chinês, porém um chinês que fale português não é impossível encontrar nos mais de um bilhão de habitantes da China e isso pode ser feito na maioria dos países.

O mais incrível que possa parecer, que com todas as facilidades da Internet, cada vez TODAS as redações ficam cada vez mais ignorantes (no sentido de ignorar o que passa em determinadas regiões). É espantoso que quando a TV Globo era rica e poderosa, quando ia falar sobre o Burundi, ou qualquer região do mundo utilizasse um correspondente de Berlin, que muitas vezes não falava alemão.

Um exemplo mais atual, é um esforçado correspondente de um site “progressista” que acho não ser credenciado no governo do país em que ele atua, a pobre criatura no inverno europeu ficava na rua, frente a um local em que se estava fazendo uma importante conferência de imprensa, para no fim ler o que era publicado nos jornais do país, dar as notícias de terceira mão.

Em resumo, a perda de capacidade comercial das empresas tradicionais aliada a inexperiência e incapacidade econômica das novas plataformas de notícias via Internet vão gerar uma concentração ainda maior de poder de meia dúzia de agências internacionais de notícias mentirosas.

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