A
ignorância geral de TODA a imprensa brasileira sobre o resto do mundo.
O Brasil excetuando em
épocas que jornalistas com um pouco mais de informação do que a obtida pela
leitura dos jornais de outros países iam para o exterior por motivos vários
possuíamos alguns correspondentes internacionais que orbitando em círculos de
influência obtinham algumas informações de interesse para o nosso país, hoje em
dia não temos nada mais do que eleitores de jornais morando no exterior.
Havia também os farsantes,
como no Rio Grande do Sul, que cobriu em direto como correspondente de guerra
não saindo do quarto de seu hotel, entretanto tivemos alguns outros que iam as
regiões de conflito para fazer alguma cobertura.
Com a falência das
grandes redações e com o uso intensivo da Internet todo mundo virou
especialista em dadas regiões do mundo sem ter posto o pé nessas regiões por
mais de algumas semanas. Ainda pior do que isso são os especialistas da
academia, são pessoas que escrevem vários livros de distantes países sem falar
uma palavra do idioma local. Não vamos pedir que um especialista sobre a África
saiba idiomas locais, pois os africanos são bem mais cultos que os brasileiros
e em praticamente em todos os países teremos interlocutores bem informados que
falam inglês, francês ou espanhol, porém quem vai para a Ásia, por exemplo, e
que não fale alguns idiomas mais importantes, como chinês, árabe, russo,
coreano, japonês, ou uma língua túrquica (são 230 milhões de falantes como
língua materna) não deveria ser tido como um correspondente de uma determinada
região.
Além do conhecimento da
língua alguém para ser um bom correspondente deve conhecer um pouco da história
da região e algo sob os costumes locais. Não é preciso que se tenha um
brasileiro que fale chinês, porém um chinês que fale português não é impossível
encontrar nos mais de um bilhão de habitantes da China e isso pode ser feito na
maioria dos países.
O mais incrível que possa
parecer, que com todas as facilidades da Internet, cada vez TODAS as redações
ficam cada vez mais ignorantes (no sentido de ignorar o que passa em determinadas
regiões). É espantoso que quando a TV Globo era rica e poderosa, quando ia
falar sobre o Burundi, ou qualquer região do mundo utilizasse um correspondente
de Berlin, que muitas vezes não falava alemão.
Um exemplo mais atual, é
um esforçado correspondente de um site “progressista” que acho não ser
credenciado no governo do país em que ele atua, a pobre criatura no inverno
europeu ficava na rua, frente a um local em que se estava fazendo uma
importante conferência de imprensa, para no fim ler o que era publicado nos
jornais do país, dar as notícias de terceira mão.
Em resumo, a perda de
capacidade comercial das empresas tradicionais aliada a inexperiência e
incapacidade econômica das novas plataformas de notícias via Internet vão gerar
uma concentração ainda maior de poder de meia dúzia de agências internacionais
de notícias mentirosas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário